terça-feira, 29 de junho de 2010

LINDO

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: Nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe,lhe respondo: O filho dileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma, é: Meu filho doente, até que sare. O que partiu, até que volte. O que está cansado, até que descanse. O que está com fome, até que se alimente. O que está com sede, até que beba. O que esta estudando, até que aprenda. O que está nú, até que se vista. O que não trabalha, até que se empregue. O que namora, até que se case. O que case até que conviva. O que é pai, até que crie seus filhos. O que deve,até que pague. O que prometeu, até que cumpra. O que chora, até que cale. E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou : O QUE JÁ ME DEIXOU,ATÉ QUE O REENCONTRE

segunda-feira, 21 de junho de 2010

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Cúmplice

Não quero um alguém que me complete,
posto, que não sou meio
E nem que me venha com coisas suas,
como se minhas, fossem também
Eu quero alguém que me provoque,
me tire o sono,
e me atice o verso
Um alguém que entenda
que é no auge do desassossego,
que reside a verdadeira paz
E que não tenha medo
de adentrar comigo no seio das madrugadas,
e se preciso for, morrer ao meu lado,
ainda que aos pés do alvorecer
E acima de tudo,
e das coisas já mortas,
eu quero um alguém, para me fazer solidão,
para só então,
me fazer companhia

Marcelo Roque