segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chico Anysio

Monólogo Mundo Moderno E vamos falar do mundo, mundo moderno marco malévolo mesclando mentiras modificando maneiras mascarando maracutaias majestoso manicômio meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres miscigenação morticínio, maior maldade mundial madrugada, matuto magro, macrocéfalo mastiga média morna monta matumbo malhado munindo machado, martelo mochila murcha margeia mata maior manhazinha move moinho moendo macaxeira mandioca meio-dia mata marreco manjar melhorzinho meia-noite mima mulherzinha mimosa maria morena momento maravilha motivação mútoa mas monocórdia mesmice muitos migram mastilentos maltrapilhos morarão modestamente malocas metropolitanas mocambos miseráveis menos moral menos mantimentos mais menosprezo metade morre mundo maligno misturando mendigos maltratados menores metralhados militares mandões meretrizes marafonas mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente modestas moças maculadas mercenárias mulheres marcadas mundo medíocre milionários montam mansões magníficas melhor mármore mobília mirabolante máxima megalomania mordomo, mercedez, motorista, mãos magnatas manobrando milhões mas maioria morre minguando! moradia meiágua, menos, marquise mundo maluco máquina mortífera mundo moderno melhore melhore mais melhore muito melhore mesmo merecemos maldito mundo moderno mundinho merda

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

viva a liberdade!!!

Apesar de estarmos em pleno século 21, ainda somos consideradas cidadãs de 2ª classe. No emprego, somos discriminadas, ainda trabalhamos tanto ou mais que os homens, ganhamos menos. Chegamos em casa, vamos olhar os cadernos, fazer a janta, dar banho nas crianças, lavar, passar, etc. Somos a últimas a tomar banho, só vamos dormir depois de todos, não temos o domínio do controle remoto. Quando ficamos na Internet, somos chamadas de dois em dois minutos para resolver alguma briguinha, dar um leite com chocolate, curar um dodói... Tudo isso nós fazemos, mesmo cansadas e muitas vezes sem reclamar, apenas para tirarmos a culpa de deixar nossos filhos em casa para tentar dar o melhor à eles em todos os sentidos, só para ver o sorriso que nós mais amamos no mundo... E, apesar de tudo isso, muitas de nós ainda somos escravizadas dentro de nossa casa, ouvimos malcriações, somos insultadas em nossa inteligência, somos chamadas de gorda, relaxada... fora isso, ainda apanhamos, somos humilhadas perante nossos filhos, vemos o amor da nossa vida se transformar em uma bruxa má. E, quando resolvemos dar um basta, nos separar, termos paz, muitas de nós somos consideradas um pedaço de carne, vagabundas que tem a ousadia de pedir pensão para os filhos. Aí algumas de nós, não todas, somos posse dessa pessoa que um dia fingiu e até acreditou nos amar (mentira!!) que nos mata, nos esfaqueia, simplesmente porque você decidiu ter paz. Talvez nós nem acreditamos mais em felicidade, só queiramos a paz... Em nome de uma posse, de um sobrenome adotado... Que liberação feminina é essa?